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  • Ana Teresa Santos

AMOR

Oh meu amor,


Sabes? Quando duas almas se unem, não há coração que as desmembre. É (quase) uma ligação cósmica onde as energias se entrelaçam com a força de quem não quer ir.

Volta rápido, volta com a tamanha audácia com que te vi partir.


Meu amor de tão boas horas. De mergulhos no mar e de alma sarada.


Gostar de ti é ver o pôr-do-sol no sitio certo desde que sejas tu o meu lugar. Longe de ti sou solidão, e todas as noites em que não te vejo têm um frio gélido enraizado.


És saudade.


És agua doce- São os teus olhos. É o teu toque- Tudo o que nunca ninguém irá alcançar.

Pequenos-almoços de ternura; Abraços feito de paixão. Consolo nos dias maus e o concretizar de um sonho a cada dia.


Somos sombras, somos medos. Inspiramos grandes e incontroláveis desejos e foi graças a eles que, muitas vezes, te vi cerrar os dentes e com o calor do momento lutaste contra todos os teus receios.


A chave não é fazê-lo com pressa nem é voar para a “casa da chegada”, é fazê-lo juntos a remar a mesma maré, e nós, enquanto formos (também) vontade, temos tudo para acreditar.


É boa, tão boa… esta alegria que inalamos.


Qual Adão e Eva, “maça vermelha” ou “bruxa encantada” com cobras enfeitiçadas. Somos a nova geração do amor. Mesmo que todos à nossa volta tenham perdido a vontade e ganho o medo de amar.


Tens o meu coração por aquecer, aqui, nesta casa que te viu partir.


Volta para mim, sim?

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UM DIA NA TERRA de Ana Teresa Santos

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