UM DIA NA TERRA de Ana Teresa Santos

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A MIÚDA CRESCEU

Há três anos e pouco era só uma “fedelha”, felicíssima pela entrada na faculdade e por finalmente poder aprender mais sobre a grande paixão que significa para mim- “ A Comunicação”.


Leiria. Uma cidade totalmente desconhecida foi, como muitos de vocês já vão sabendo, o meu destino.


Sim, é verdade, anteriormente tinha estado por um ano numa Universidade Privada do nosso país, numa área também similar. Mas de facto, com pouco ou nada me consegui identificar. Almoços de saladas por 7€? Exames de Recurso a 95€? Só me lembro de pensar “mas por alma de quem, se para pagar cada propina já deixei um rim e algumas transfusões de sangue? “. O negócio das Privadas é mesmo da China e desconfio que quando por lá passei, ainda paguei umas boas mariscadas ao Reitor daquela Instituição.

Mas por Leiria tudo fez “sentido”, encontrei ali o “Norte” das coisas. Trabalhei. Trabalhei muito. Mais do que algum dia o tinha feito no passado. Eu Tinha um propósito tão coeso, que tudo se tornou numa missão- Chegar mais perto desta que é a minha maior paixão- Escrever.


A minha vontade de vos tocar a todos com a minha voz sempre foi imensa, ainda que tantas vezes tenha sido muda ou ilegível, foi essa a minha constante resiliência e motivação.


Perder uma mãe, que é também melhor amiga não é só coisas más. Não me interpretem mal. Nunca outrora sofri tanto como naqueles meses. Aliás, como em todos os dias onde a procuro e ela já aqui não está. No entanto perder um familiar tão próximo, que é também o causador de todos os nossos valores e ideias, traz-nos uma maturidade e sapiência irreconhecíveis.


A perda é muita dor para uma pessoa, sabiam?

Renovei-me.


Sou a junção de vários rascunhos. Coleciono ideias. Construo opções. Eu sabia, sabia que um dia esta minha tempestade de coisas boas iria chegar aos braços certos.

Ergui-me.


O meu caos ensinou-me a dançar sozinha, e o cheiro a maresia tornou-se na minha melhor companhia.


Tenho a minha casa, o meu carro, a minha cadela que é a minha loucura em tempo real, e arranjei trabalho “na área”. Sai-me do couro cada fatura da eletricidade e nunca a frase “tens amigos na EDP, Ana Teresa da Gama?” fez tanto sentido.

Aprendi a deixar a casa brilhante e cada quadro novo na parede tem sabor a Vitória Olímpica.


Já não corro por quem quer que seja. Calmamente tudo se faz, e tudo se faz bem.

(Ainda) amo a medo, Sonho a medo, mas recomecei cheia de vontade.


Para breve terei como novidade a minha maior alegria dos últimos anos, e chegou à família um novo elemento, que sei que será feito de amor.


Há mesmo lágrimas que nos erguem. São essas que nos tocam, na hora da saudade.

Quão desafiante é a vida, por ser assim?

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