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  • Ana Teresa Santos

Homens… quem não os quer?

Hoje procurei escrever estas palavras para combater o cliché “os homens são todos iguais”.


Obviamente que não são nem poderiam ser.


Os homens são seres humanos individuais. Bem mais simples do que nós mulheres – é certo, no entanto cada um tem o seu segredo.


Tornam-se todos iguais, quando lhes respondemos a todos da mesma maneira, quando erramos sempre na escolha do mesmo caminho e quando procuramos sempre o mesmo em todos – um príncipe que só existe na nossa cabeça.


Os homens não são príncipes, são seres que erram, que caiem, que se levantam. Que gostam de amor, carinho, sexo e uma noite de bebedeira com os amigos – tão decifráveis… São adoráveis.


Não têm “nada que saber” desde que nós não estejamos à procura de algo que idealizamos mas que, evidentemente, não existe.


Já conheci tanto homens crápulas e baixo nível, como verdadeiros heróis dos tempos modernos. E então? Quantos tipos de mulher conhecemos nós?


Para se ser um grande homem é preciso sofrer perdidamente por amor? É preciso nunca partir nenhum coração? É preciso não falhar? Isso não é ser um homem ideal, isso é ser sem estar; viver sem agarrar, sem tentar, sem evoluir.


Quem nunca partiu um coração sem querer? E quem vive sem tropeçar? Todos falhamos, todos perdemos, todos amamos.


Eles querem apenas uma coisa – que não os chateiem. Simples, básicos e vão direitos ao assunto. Procuram, numa relação, um sossego e um conforto para os dias maus “lá fora” e uma lufada de ar fresco para os dias de azáfama e loucura.


Desejam mulheres aptas a partilhar com eles as suas maiores alegrias ou a maior tarde de “papas e descanso”, sem mãos a medir nem às calorias ingeridas nem ao amor transmitido e compartilhado – querem uma “compincha” a tempo inteiro.


Não gostam de horas nem combinações. Compreendem muito melhor um “ aqui e agora” do que um “talvez pudéssemos combinar…” Não há talvez no dicionário deles, ou queremos ou perdemos, ou é ou deixa de ser, são práticos e objectivos.

Dificilmente são contrariados e mesmo assim são para todas nós, mulheres, perdidamente apaixonantes.


E afinal de contas…


Haverá “raça” mais corajosa do que aquela que tem capacidade de nos acompanhar?

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UM DIA NA TERRA de Ana Teresa Santos

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